sábado, 24 de abril de 2010

Ano sabático

Conheça histórias de quem resolveu fazer um 'career break', deixando o trabalho de lado por um longo período, para correr o mundo

Histórias de profissionais que atingem o ponto alto de suas carreiras sempre envolvem muita dedicação: noites sem sono, rotinas de trabalho superiores a 12 horas diárias, alta capacitação. Para alguns, isso é felicidade pura. Para outros, não é a única forma de ter satisfação na vida. Quem chega ao questionamento quase sempre se dedica a um período de reflexão. É o career break, ou ano sabático.

"A gente faz as coisas no piloto automático: estudamos, nos formamos, nos casamos, temos filhos. E, de repent,e estamos cheios de tarefas, mas nos sentindo pouco útil", diz Herbert Steinberg, professor da Business School São Paulo (BSP), conselheiro de administração e autor do livro "Sabático - Um tempo para crescer (Ed. Gente)". "Eu já aconselhei muitos profissionais que estavam bem em suas carreiras, mas muito angustiados, sem projetos, sem rumo. Isso independe da idade, se é homem ou mulher ou do lugar em que trabalham."

Janaína Nascimento, de 33 anos, por exemplo, é um perfeito case de sucesso. Aos 19 anos, ela comprou a casa própria. Já formada em Administração e Direito, aproveitou todas as oportunidades profissionais que foram aparecendo. Hoje, ela ocupa um cargo sênior em um banco europeu na área internacional de recursos humanos. Para exercer essa função, foi enviada do Brasil para Miami, Nova York e Londres há oito anos. Ela agarrou todas as oportunidades, mas elas também vieram com uma rotina de 12 a 13 horas de trabalho por dia, cinco dias por semana - e full time disponível no celular Blackberry. Rotineiramente, ela viaja para Nova York, além de destinos nos continentes europeu, asiático e africano.

Apesar das realizações, de estar feliz na função que desempenha e de considerar-se muito capacitada para continuar a exercê-la, Janaína decidiu que era a hora de fazer um career break.

Ciclos

"A vida humana evolui em ciclos", diz Silvio Celestino, coach de executivos da Enlevo e autor do livro "Conversa de Elevador" (Ed. Sedna, 2007). De acordo com ele, o melhor momento para fazer um sabático é quando um ciclo termina. "Um ciclo relevante não significa necessariamente algo bem-sucedido. Muitos profissionais decidiram fazer o sabático após experimentarem um fracasso, mas não é necessariamente algo feito em função de uma insatisfação. O objetivo do sabático é ser um período de reflexão para que se possa rever os horizontes e, em seguida, agir em acordo com as conclusões desta reflexão."

Janaína passará um ano "O mercado financeiro deu uma chacoalhada muito grande nos últimos 18 meses e eu cheguei à conclusão de que talvez seja essa a hora para eu pensar se eu quero continuar fazendo o que estou fazendo e onde quero estar. Existe uma série de opções e eu quero pensar exatamente no que vou fazer", conta. "Meu maior medo sempre foi acordar e estra no interior, casada, cheia de filhos, e não perceber que a vida estava passando."

O conceito de career break é comum na Europa e até incentivado por algumas empresas. De acordo com Steinberg, que passou 10 anos pesquisando o assunto, a pausa no trabalho está descrita em livros sagrados, como o Alcorão e a Bíblia. Nessas escrituras, a pausa era feita de sete em sete anos durante um ano, para que a terra se recuperasse e continuasse dando frutos. Por isso é chamado de sabático (sabath). Nos Estados Unidos, acadêmicos das universidades americanas usam o sabático para se distanciarem da rotina de aulas e tentarem encontrar outros focos de estudo em suas pesquisas. Já no mercado empresarial, esse tempo pode ser valioso para trazer um profissional mais focado e capacitado ao trabalho. Steinberg, que fez o Caminho de Santiago da Compostela em 1999, diz que a transformação é perceptível. "Eu mudei algumas coisas na carreira, passei a dar aulas e escrever livros. Mas não deixei de trabalhar. Voltei um workaholic alucinado e em paz, feliz com o que faço. Perdi o limite. Quero cada vez mais."

Rupturas

A ex-publicitária Fernanda Machado, de 36 anos, perdeu a motivação no trabalho. "Quando tocava o despertador, eu não queria mais levantar da cama. Havia perdido o encanto pela profissão", diz. Em 14 de abril de 2009, ela saiu em viagem. Passou por Berlim, Turquia, Paraty, Peru, Veneza e Cuba, em períodos de 20 dias a um mês em cada destino. Para terminar, visitou Caraíva, na Bahia. "Para esse período, usei meu Fundo de Garantia e acho que se você se programa, dá tudo certo", ensina.

Silvio Celestino alerta que quem sai em sabático deve se planejar financeiramente para a recolocação profissional. "Ela deve poupar para o período de férias e outro de volta. Se for ficar um ano fora, deve conseguir manter o padrão de vida por, ao menos, 9 meses." No caso de Fernanda, os custos atuais são menores do que quando trabalhava. "Eu tinha almoços monumentais, fazia compras surreais e hoje sei que era tudo para suprir a falta de tempo e satisfação. Tentava compensar com outras coisas."

A consultora Maria Eugência Stiavano, de 36 anos, tirou um período sabático por conta de uma hérnia cervical. Foi o sinal do organismo para que ela parasse após sofrer a morte de um amigo e passar pelo término de uma relação profissional. "Passei alguns meses na cama, olhando para o teto. Foi um período em que revi a minha vida."

Maria Eugênia não havia planejado o sabático, mas no período de recuperação da saúde fez várias viagens curtas, foi muito ao cinema, aproveitou para ler os livros que havia deixado para depois, fez alguns cursos rápidos e passeios gastronômicos. "Foi assim que aprendi a viver diferente", conta. "O maior ensinamento foi o de reaprender o tempo, discernir melhor as urgências próprias e alheias e a viver com mais qualidade. Certamente há os que discordam, mas essa Maria Eugênia de hoje é bem mais interessante", brinca.

No livro "A arte de parar" (Ed. Sextante), o psicoterapeuta David Kundtz fala sobre o conceito de tempo no período industrial e pós-industrial. Para o autor, vivemos a transição do conceito de tempo utilitarista para o conceito de tempo com conteúdo. "Kundtz ensina que você não precisa ter necessariamente grandes paradas. Elas podem acontecer no dia a dia, aos fins de semana, no mês, no ano, e em determinadas paradas na vida."

A principal vantagem para quem tira o sabático é, de acordo com Celestino, o amadurecimento e a capacidade de lidar com as emoções. "A pessoa aprende a compreender melhor a si mesma e às demais, uma competência fundamental para quem deseja evoluir na carreira e tornar-se líder." Para Fernanda Machado, só fica um conselho para quem está pensando em tirar um sabático: "programe-se e faça. De preferência amanhã."

Roteiros

Janaína Nascimento e o marido estudaram os roteiros dos países por onde querem passar, mas o tempo de permanência será decidido na hora. "Queremos ficar de 9 a 12 meses fora. Se em algum país a gente quiser passar duas semanas ou um mês, temos essa liberdade", conta. O roteiro inicial tem Camboja, Laos, Tailândia, Indonésia, Japão, a costa oeste dos Estados Unidos, América do Sul e, no Brasil, Amazônia, Pantanal, Brasília. A logística foi resolvida com o período de viagem (entre a primavera e o outono, para carregarem poucas roupas), e as passagens chamadas de "Around The World Ticket", quando há data marcada para o início e o fim, e os embarques podem ser agendados e alternados durante esse período. "Queremos ter liberdade. Minha vida sempre seguiu uma rotina muito definida, agora vamos sentir quanto tempo ficaremos e para onde vamos."

Há pacotes em agências de viagem para quem quer passar por um período sabático. A Central de Intercâmbio, CI, pode programar o roteiro, hospedagem e destinos para quem quer passar por um período sabático -- seja de uma semana, um mês ou um ano. "Há pacotes que envolvem aulas em outros países, como, por exemplo, gastronomia e cinema. Outros envolvem destinos variados, que podem ser definidos pelo cliente", conta Lívia Aguiar, gerente da CI.

Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/ano+sabatico+so+para+quem+pode/n1237590700413.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pré-Conceito

1. Se você conhecesse uma mulher que está grávida e já tem 08 filhos dos quais 03 são surdos, 2 são cegos, 01 é retardado mental, e ela tem sífilis...
Recomendaria que ela fizesse um aborto?

LEIA A PRÓXIMA PERGUNTA ANTES DE RESPONDER A ESSA.

1. É tempo de escolher um líder mundial e o seu voto é importante. O comportamento dos candidatos é o seguinte:

CANDIDATO A:
É associado a políticos corruptos e costuma consultar astrólogos. Teve duas amantes, fuma um cigarro atrás de outro e bebe de 08 a 10 Martinis bebida misturada 3/4 gin 1/4 vermute branco por dia.

CANDIDATO B:
Foi despedido do trabalho duas vezes, dorme até meio-dia, usava drogas na Universidade e bebia meia garrafa de Whisky toda noite.

CANDIDATO C:
É um herói condecorado de guerra, é vegetariano, não fuma, bebe as vezes um pouco de cerveja e nunca teve relações extra-conjugais.

QUAL DESSES CANDIDATOS VOCÊ ESCOLHERIA?
Decida antes de continuar...

Candidato A:
Franklin Roosevelt
(foi presidente EUA)

Candidato B:
Winston Churchill
(Foi Primeiro Ministro Inglaterra)

Candidato C:
Adolph Hitler
(todos sabem quem foi...)

E sem esquecer a primeira pergunta: A resposta da questão do aborto...
Se respondeu que sim, você acaba de matar BEETHOVEN.

MORAL DA HISTÓRIA
Nem tudo o que brilha é ouro e nem tudo o que é ouro deve brilhar; o importante são as decisões que você toma no caminho e, como elas, te ajudam a chegar ao final. Por isso é que não devemos pré-julgar ninguém. Principalmente com a descrição de duas ou três linhas.